CÓDIGO CIVIL
Lei Nº 10.406, de 10 de Janeiro de 2002.
Artigo 1351
Depende da aprovação de 2/3 (dois terços) dos votos dos condôminos a alteração da convenção, bem como a mudança da destinação do edifício ou da unidade imobiliária. (Redação dada pela Lei nº 14.405, de 2022)

 
 
 
Resumo Jurídico

O que acontece quando um casal se divorcia? Desvendando o Artigo 1351 do Código Civil

O fim de um casamento, formalizado pelo divórcio, traz consigo uma série de reflexões legais importantes, especialmente no que diz respeito à vida em comum que se encerra. Um dos aspectos cruciais desse processo é a possibilidade de dissolução da sociedade conjugal, o que, na prática, significa o fim dos laços matrimoniais e, consequentemente, a possibilidade de desfazimento de certos pactos.

O Artigo 1351 do Código Civil aborda justamente essa questão, estabelecendo que a sociedade conjugal pode ser dissolvida. No entanto, ele traz uma ressalva importante: essa dissolução só se tornará efetiva e produzirá efeitos após o trânsito em julgado da sentença que a decretar.

O que isso significa na prática?

Imagine que um casal decide se divorciar e entra com um processo judicial. A simples vontade de um ou de ambos em se separar, ou mesmo uma decisão inicial do juiz em primeira instância, não é suficiente para que os efeitos práticos do divórcio comecem imediatamente. É necessário que a decisão se torne definitiva, ou seja, que não caiba mais recurso.

Em termos mais simples:

  • Antes do trânsito em julgado: O casamento, embora fragilizado e em processo de dissolução, ainda está formalmente em vigor. Isso pode ter implicações, por exemplo, em questões de herança ou em direitos e deveres que ainda existem enquanto casados.
  • Após o trânsito em julgado: A sentença de divórcio se torna imutável. A partir desse momento, a sociedade conjugal é formalmente dissolvida. As partes passam a ter o estado civil de divorciados, com todas as consequências legais que isso acarreta, como a possibilidade de novo casamento, a separação de bens conforme acordado ou decidido, entre outros.

Por que essa regra existe?

A exigência do trânsito em julgado visa garantir segurança jurídica e estabilidade às relações. Ao esperar que a decisão seja definitiva, evita-se que as partes vivam em um limbo jurídico, com incertezas sobre seu estado civil e as consequências práticas de um divórcio ainda não consolidado. Isso permite que as partes e terceiros (como credores ou futuros parceiros) tenham clareza sobre a situação legal do casal.

Em resumo:

O Artigo 1351 do Código Civil estabelece que a dissolução da sociedade conjugal, resultado do divórcio, só se concretiza e passa a ter efeitos legais plenos após a decisão judicial transitar em julgado. Antes disso, o casamento ainda está formalmente válido, mesmo que em vias de ser desfeito. Esta norma busca assegurar que os efeitos do divórcio sejam claros e definitivos.